Açucena
sábado, 24 de agosto de 2013
Solo pro meu amor (By: Mary Ibanhes, do livro "Cor-de-rosa e Carmim", de 2002)
Solo fértil fertiliza
Almas e corações
Em botões, em frutas
Palmares em doces
Estradas de amor
Respiro fundo, retrato
De amor alado
Renasço no olhos
Do meu amor
Rebusco raízes no
Solo, no colo
E choro. Recordo
Abraços nos laços
Nos lençóis, riacho
Que escoa buscando
Você. Re-nado
No rio, no lago
O solo, o riacho
As rosas, as frutas
Me lembram você, Renato.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
POR ACASO
O acaso do acaso
Somo nós
Que por acaso
Nos entregamos
Porque você olhou
Por acaso
E por acaso
Meu olhar encontrou o teu
E faíscas saltitaram vermelhas
Num vai-evem de cores magnéticas
Sem saída.
O fatal acaso foi inevitável
Teus olhos bandidos
Sequestraram os meus
Carentes
Medrosos
Aflitos.
Foi em acaso louco
Que por acaso
Virou caso de amor...
Não foges de ti, de mim
Faz de conta que queres
Pois nós somos o acaso do nosso caso.
By: Mary Ibanhes
terça-feira, 23 de julho de 2013
Depois, você me fala do amanhã... Hoje, o jardim é nosso, os beija-flores, os sorrisos e essa mansidão em nosso olhar que, de repente, vira fogo! Hoje, nós somos todos os impossíveis e todas as desrazões... Hoje, nós somos um, até que o amanhã nos separe ou nos junte ainda mais... Hoje, temos todos os motivos para sermos o centro do universo e amarmos em todas as suas rotações... (Maria Ibanhes.)
terça-feira, 21 de maio de 2013
Voa, borboleta! (By: Mary Ibanhes)
Voa, voa, borboleta,
Por esse mundo sem fim,
Vai colorir outros mundos,
Visitar outros jardins...
Dá rasantes de alegria
Faz inveja aos querubins
Voa, voa, borboleta,
Que eu aqui fico a sorrir,
Fazendo versos imperfeitos
Vendo uma estrela cair...
Aguando aquelas roseiras
Que um dia te viu partir...
Voa, voa, borboleta,
Faz o que tem
que ser feito
O sonho só acabou
Pra quem não sonhou direito.
Foto de Roarmagne.
sábado, 18 de maio de 2013
Barquinho de papel (By: Mary Ibanhes)
Barquinho de papel (By: Mary Ibanhes)
Num barquinho de papel
Naveguei os sete mares
Vi a lua amanhecendo
E as estrelas alumiarem
Os olhos do meu amor
Me dando felicidade
Vi o sol anoitecer
Beijando as sete colinas
Vi
gaivotas desenharem
Sonhos lindos pelos ares
Num relance, beirando a eternidade
Vi a vida acontecendo
Me deixando à vontade
Te encontrei, lá em Olinda
Pra matar minha saudade...
sábado, 2 de março de 2013
Sou pedra (By: Maria G.)
O silêncio me congela
A quentura da tarde
Plasmou em mil desertos
E eu os vejo longínquos
Impenetráveis, áridos!
Meu coração também é um deserto
Nesse instante, em que me pergunto:
Por que as pessoas desertificam o amor?
Meus olhos querem chorar
Mas eles também são extensão de areia
As lágrimas, rio que corre num curso inverso,
Viraram dor no meu peito – PETRIFICARAM!
Eu sou pedra!
Até teus
olhos desfazerem o feitiço
E rosas brotarem no asfalto
Onde colombinas e pierrôs
São felizes para além do Carnaval
E o amor é o ideal do mundo!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
“Tudo para ti...” (Mary G.)
Foi para ti que, do nada,
Eu criei flores...
Da terra infértil, colhi sabores
Alimentei teus sonhos secretos
“Desfolhei mais que a chuva”
Porque pisei nas nuvens
E nelas. desfolhei o tempo e os raios de sol
Pra chuviscar cores de luz
Nas frações de segundos
Pingos de alegria em tua vida...
Eu fui além de mim pra te ser gigante...
Me recriei em mil astúcias...
Na esperança de te ser muitas,
Preenchendo todas as nossas existências
Todos os nossos desejos – para nos bastarmos!
E de ternuras, prazeres, bondades, carinhos,
E muito amor
teci nossa história...
Nesse enredo, não cabe o feio...
Eu me fiz parte de ti
Na fusão de nossos corpos
E meu olhar
interpenetrou o teu em busca da eternidade
Nada mais existe em mim além de ti
E do brilho
dos teus olhos.
Tua presença permanece em mim
Para além da noite escura... E seremos sempre um
Se assim quiseres – cúmplices
“Vivendo de uma só vida!”
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