Açucena

Açucena

sábado, 18 de maio de 2013

Barquinho de papel (By: Mary Ibanhes)



Barquinho de papel (By: Mary Ibanhes)
                                                                      
Num barquinho de papel
Naveguei os sete mares
Vi a lua amanhecendo
E as estrelas alumiarem
Os olhos do meu amor
Me dando felicidade
Vi o sol anoitecer
Beijando as sete colinas
Vi  gaivotas desenharem
Sonhos lindos pelos ares
Num relance, beirando a eternidade
Vi a vida acontecendo
Me deixando à vontade
Te encontrei, lá em Olinda
Pra matar minha saudade...






sábado, 2 de março de 2013

Sou pedra (By: Maria G.)



O silêncio me congela
A quentura da tarde
Plasmou em mil desertos
E eu os vejo longínquos
Impenetráveis, áridos!
Meu coração também é um deserto
Nesse instante, em que me pergunto:
Por que as pessoas desertificam o amor?
Meus olhos querem chorar
Mas eles também são extensão de areia
As lágrimas, rio que corre num curso inverso,
Viraram dor no meu peito – PETRIFICARAM!
Eu sou pedra!
Até  teus olhos desfazerem o feitiço
E rosas brotarem no asfalto
Onde colombinas e pierrôs
São felizes para além do Carnaval
E o amor é o ideal do mundo!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

“Tudo para ti...” (Mary G.)


Foi para ti que, do nada,

Eu criei flores...

Da terra infértil, colhi sabores

Alimentei teus sonhos secretos

“Desfolhei mais que a chuva”

Porque pisei nas nuvens

E nelas. desfolhei o tempo e os raios de sol

Pra chuviscar cores de luz

Nas frações de segundos

Pingos de alegria em tua vida...

Eu fui além de mim pra te ser gigante...

Me recriei em mil astúcias...

Na esperança de te ser muitas,

Preenchendo todas as nossas existências

Todos os nossos desejos – para nos bastarmos!

E de ternuras, prazeres, bondades, carinhos,

 E muito amor teci nossa história...

Nesse enredo, não cabe o feio...

Eu me fiz parte de ti

Na fusão de nossos corpos

 E meu olhar interpenetrou o teu em busca da eternidade

Nada mais existe em mim além de ti

 E do brilho dos teus olhos.

Tua presença permanece em mim

Para além da noite escura... E seremos sempre um

Se assim quiseres – cúmplices

“Vivendo de uma só vida!”

 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Um pesadelo (By: Mary G.)


A realidade emaranhou-se...

Mas eu conseguia distinguir

Vultos disformes...

Eram rostos solitários

De uma solidão provocada pela descrença...

Daqueles que pensavam ser amados

Mas algum ato desfez as chamas de seus olhos

Agora, turvos...

E eu lembrei que talvez estivesse em pesadelo...

É que o meu olhar tornou-se oblíquo

 e deixou de cruzar com o teu no meio da multidão...

Desde então, os sonhos ficaram em stand by

Esperando o sussurro da tua voz...

Com verdades que acabassem com o desassossego!
 
 
 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Galope da menina (Maria Gonçalves)


Vai , menina,  segue os ventos

derrama  os teus lamentos

 nas caudas dos vendavais

Vai,  menina,  deixa as mágoas

No estrondo dos temporais!

Nas margens do riachão

Menina, plante uma rosa

Faça verso, faça prosa

Ponha ritmo na canção...

Vai, menina, joga os desamores

no olho do furacão!

Vai, menina, colhe as flores

E larga os espinhos no chão...

Vai,  menina apaixonada

percorre  essa imensa estrada

  asas a imaginação...

Vai,  menina, que o tempo

cura  qualquer sofrimento

traz  paz para o coração

Vai, menina, segue a estrela

dos filhos de Salomão

Vai, menina,  não foge

encontra o  teu destino

apruma bem o teu tino

corre o mundo de alazão

Vai,  menina,  desmancha

a cara amarrada de tristeza e solidão

Vai,  menina, deixa o riso

espantar todos  abismos

que puserem em tuas mãos

Vai, menina, pega a veia da alegria

manuseia com maestria...

Põe amor na melodia.

canta a vida com emoção...

Vai, menina, põe o laço de fita

mostra como és bonita

dança os sonhos da paixão...

Vai, menina travessa,

a  travessia  atravessa...

 confia na intuição!

 

 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Meus Meninos (Mary Ibanhes)


MEUS MENINOS (Mary Ibanhes)


Venham cá, meninos danados

Venham pra dentro, arrepiados

Deixem os carros passarem...

Brinquem com essa bola

Não corram para o futuro

Não cresçam, meninos amados!

Deixem mamãe lhes acariciar.

Vem cá, menino, moreno,

Vem cá, menino lourinho,

Meus pequenos molequinhos

Deixem mamãe lhes amar!

Meu cachonga branquinho,

Meu bochechudo pretinho,

Meus amores, meus filhinhos

Minha vida a se alumbrar...!!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AUSÊNCIAS E DISTÂNCIAS (Mary Ibanhes)

AUSÊNCIAS E DISTÂNCIAS (Mary Ibanhes)
 

Na errância de um  redemoinho

Corrupiei os mundos mais diversos

Hoje vivo entre a prosa e o verso

Cantando, na diáspora, minha infelicidade

Sou matuta e trago na bagagem

Os amores dos entes que deixei

Não sei mais quem eu sou

Nem minha lei

Misturei meus costumes com os do Outro

Vivo entre o mundo e o Sul

Do Mato Grosso

Sou desterra de corpo, mas não de coração

Vivo de ausências e distâncias

Minha sina nessa vida é vagar

Longe sempre de todos que eu amo

Quando eu chego, nunca é para ficar

No reverso da ida está a volta

Na  despedida, trago presa na retina

A imagem de quem amo

Pra memória não apagar

Sou cigana e meu castigo

É a saudade me matar!