O Circo (By: Mary Ibanhes)
Papai me levava ao circo
Eu me coloria de cores de:
Palhaços, malabaristas,
Equilibristas e domadores
Domadora eu sonhei um dia ser
Para domar as feras dentro de mim.
Não domei nada. Sou um animal selvagem!
Açucena
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Às vezes...
"Às vezes, eu choro olhando estrelas e bebendo a luz do luar. Às vezes, eu choro admirando o arco-íris e a íris do teu olhar. Às vezes, eu choro lendo versos e desenhando roseirais... Às vezes, eu choro dançando uma valsa ou escutando madrigais...Às vezes, eu choro com o sorriso de uma criança, lembrando a minha infância e 'os tempos que não voltam mais...'"
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Medidas de Concentração (By: Mary Ibanhes)
Solução diluída
Eu concentrada
Teu corpo soluto
Medido em gramas
Meu corpo solvente
Tua boca envolvente
Solução ardente
Meu ventre...
Eu concentrada
Teu corpo soluto
Medido em gramas
Meu corpo solvente
Tua boca envolvente
Solução ardente
Meu ventre...
domingo, 15 de abril de 2012
Barco de borboletas (By: Mary Ibanhes)
As velas do meu barco
São de asas de borboletas
São coloridas: rosas, verdes
Azuis, vermelhas e violetas...
E provocam sonhos ao vento
Eu navego sem contratempo
É mágico meu navegar
Nas ondas vou viajar
Teu coração alcançar...
Tua doce boca beijar
Depois, te levo para o mar
Amar, amar, amar
O meu barco está
Cheio de borboletas!!!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Divisão das águas (By: Mary Ibanhes)
No liquído instante,
A solidão me abraçou
Eu e minha alma.
O meu coração sangrou
Vertiginosamente em lágrimas
As mágoas pularam
Eram lambaris doentes
Mas velozes
Eram só eu e o mundo
E aquele rio sem fim
Borbotando tristeza
Na distância entre as margens!
À margem direita,
Estavam tu e teus olhos
Direcionados para cacimbas
Mortas, no teu desejo de as ressuscitar
À margem esquerda,
Estavam eu e o abismo
Das corredeiras que miravam
A minha ausência
Do teu olhar
Não havia caminhos
Para mim...
Mas o mar estava logo adiante...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
IMAgem
Tua presença, num movimento duplo da memória,
reverbera - imagem fotográfica e voz digital
materializadas – As ruínas do meu ser se reconstroem
e as sangrentas dores se desfazem – Dos olhos dissipam-se
todos os sinais de nostalgias – é como se primavera fosse,
esparramando cores e perfumes por todo o universo...
Tua presença, tua voz e teu olhar me absorvem – O olhar
- onde aprisionastes toda minha existência – Lá, fiz minha morada
e em ti amalgamei meu corpo, em tua alma soprei minha essência...
Naquele instante, soube que eu não mais me pertencia – viveria sem ti,
mas seria como o “homem oco” – o coração empalhado
No olhar – nem brilho, nem ópio!
Nem a poesia, nem a música, nem a morte, nem a eternidade
esmaecem tua presença – “Eis que assisto a meu desmonte face a face e não me aflijo”,
porque cada fragmento de mim encontra-se na porosidade de tua pele, independente de
tua vontade ou da minha - É o tempo que fia essa história , “visando alvos imortais”!!!
By: Mary Ibanhes
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Noite Nua
Noite fechada!
Eu daria uma lua
e algumas estrelas somente
por aquele teu olhar...
Aquele devorador de desejos
Quando viro flor e chuva e diamantes...
E meu olhar engole o teu...
Noite nua!
Somos só olhos e canção!
By: Maria de Lourdes Gonçalves de Ibanhes
Eu daria uma lua
e algumas estrelas somente
por aquele teu olhar...
Aquele devorador de desejos
Quando viro flor e chuva e diamantes...
E meu olhar engole o teu...
Noite nua!
Somos só olhos e canção!
By: Maria de Lourdes Gonçalves de Ibanhes
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