Açucena

Açucena

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

Viajante Cantador (By: Mary Ibanhes)

Vai, meu viajante cantador...

Vai leve e em cada jornada

Canta a beleza e o amor...

Leva pra todas as gentes

A voz e a poesia de um sonhador...

Vai, meu viajante amado

Canta por essas estradas

A beleza dos campos, as boiadas

Nas rimas cheias de cor...

Vai que eu fico rezando

Proteção pra Deus implorando

Para livrar-te de toda dor..

Vai, meu cantador viajante

Por colinas verdejantes

Celebra a paz e a vida

Com a harmonia devida

Própria de um cantador...

Vai, meu viajante querido

Que eu quero te ver vestido

De luz, de brilho e fulgor

Eu aqui  fico sonhando

O nosso encontro esperando

Pra te encher de amor...




quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rosa do Deserto (à Angela Felipe) By: Mary Ibanhes


 Em mim nasceu uma secura
Gigante
Água faltou em meu olhar
Distante
Sonhos fugidios na areia
Deserta
Meu coração - ferida
Aberta
No Oásis do teu abraço o amor
Morreu
Entre pedras e areia brotam
Flores
Frutos do amor que assim se
Deu...
Pétalas vermelhas minha face
Avivaram
Como sombras no reflexo do
Adeus
Da dor que tu deixastes, me
Livraram
E no deserto mais uma rosa
Nasceu...
Rosa fênix que em magia
Apareceu  
Alegrando o coração no peito
Meu


sábado, 2 de junho de 2012

Aprendiz de sonhos (By: Mary Ibanhes)

Aqui, nesse des-mundo

Fico  na lira mundana

Na arte profana

Mais que insana

Busco mil artifícios

Pra te tornar feliz...

Nenhum sacrifício

Eu juro que eu fiz

Tudo é  fantasia

Muita magia ...

Nas rimas sem metro

Redesenhadas com a ponta do giz

E no quarto sem teto

Vejo  o universo

Na força do verso

De um sonhar aprendiz!












sábado, 19 de maio de 2012

Amor-desAmor-Amor (By Mary Ibanhes)




Amor é quando o coração

Enegrece

Uma dor pungida

Cresce

Um sopro desfolha

A rosa

Deixando a vida

Amargosa

A alegria vira pranto

Des-conta

O teor da prosa

Uma nódoa de tristeza

Afronta a felicidade

Explode a sua grandeza

0 coração perde o caminho

Que era todo florido

Vira espinhos doloridos

A inspiração poética desenreda a 

Fantasia

O verso bem construído

Desarmonia

Proclama, deixando a rima

Profana,

Transborda em fúria

Leviana

Deixa a beleza tão

Feia

Esquece os sonhos do mundo

O ritmo perde o seu

Som

A música esquece o

Tom

A orquestra desafina

Perde a doçura e o

dom

A fada do conto

Enfeitiça

E desmantela o

Encanto

A reza vira em

Catiça

 E mesmo com tanto

Horror

O amor vence

O desamor

Triunfa aos olhos

Do tempo

Sobrevive a todo

Tormento

Tira os espinhos da flor...

O verdadeiro amor

Sobrevive à

Tempestade

Vira um laço de

Saudade

Mas não termina com a

Dor!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Falso Cristal (By: Mary Ibanhes)



O meu jarro de cristal se espatifou...

Os cacos perambulam pelo chão...

O estranho é que vi, só agora,

Num lapso de instante:

O jarro nada tinha de cristal!

O meu olhar enviesado

O tinha promovido

E o meu coração garantido

Sua autenticidade...

Bobo coração,

É isso que dá olhar com teus olhos!

Faço o quê com esse oco despoetizado?

Faço o quê com esse amor que insiste

Em querer vaso quebrado?

Toma vergonha, coração!