Açucena

Açucena

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Noite Nua

Noite fechada!
Eu daria uma lua
e algumas estrelas somente
por aquele teu olhar...
Aquele devorador de desejos
Quando viro flor e chuva e diamantes...
E meu olhar engole o teu...
Noite nua!
Somos só olhos e canção!

By: Maria de Lourdes Gonçalves de Ibanhes

Pirilampo


Passou o dia sem poesia!
Eu deixei os versos em branco...
Dor ilimitada não se inscreve...
Mas a alegria pirilampeia verdeflorescente
Na mata dos meus olhos...
Ser feliz é uma LEI!!!

By Maria de Lourdes G. de Ibanhes
Cirandeira


Quis te fazer uma ciranda

Naveguei pelo rio Miranda

Somente pra te abraçar...

Num rodopio cirandeiro

Assoprei meu candieiro

Pra teus olhos não me verem corar

Nas margem te saldei

Meu coração te entreguei

No balanço dos teus braços

Virei sereia somente pra te amar...

Tua boca meus lábios sorveu

Na minha pele senti entrar o cheiro teu

No emaranhado dessa dança

Que já não é mais ciranda

Vira um balanço, vira um rio e vai pro mar

Porque ciranda não rima com rio

Faz acrobacias e corropio

Doidinha pra ri-mar com mar

Vem, meu benzinho, me amar

No mar, no mar... (Mary Ibanhes)
06:52:00de Mary Ibanhes

Conclusão em Só maior

Não digo mais de mim
Do que o silêncio
Que dizem meus olhos
Num esfacelamento que se fez minha morada
Vivo
Já não tenho pranto e a vida me evita
Fazer vivaz
Me pertubo de loucuras e lembranças
Para mim  restou:
O sol maior da solidão latente
O amor nada mais diz de:
Sol lá si dó
O ré é meu retorno
Ao que que sempre fui
E continuo ser: só...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O sertão em mim...

"Sertão é o sozinho... O Sertão é sem lugar... O sertão é dentro da gente..." (G. Rosa). Eu estou tão sertão hoje, pra dentro, nos confins, matutando as travessias... Estou no meio dos chapadões, abispando as macambiras e olhando o azul ofuscante... Eu quase pastoreio os silêncios - todos os silêncios... Minha alma é sertão - jagunceia horizontes, mata tristezas e quer impor sua lei...

Sem pena

"Eu quero só terminar um poema... Sem musa, sem esquema... Eu quero só sair do dilema de escrever um poema sem rima e sem pena... Preciso fazer um poema escrito com uma simples caneta bic... Mas não consigo bicar os versos..."

sábado, 16 de julho de 2011

Um poema de amor

Louca, louca sim, porque fiz do amor minha maior riqueza...
E nada importa mais que o profundo brilho dos teus olhos
Onde tento refletir a intensidade do amor que sinto
Na tua presença, sou névoa dissolvida em mil langores
Sou sonho que não te quer saudade
Sou "redemoinho de sol" que te aquece o frio...
Quando longe, entre nossos olhares que se cruzam
Passa uma longa estrada, mas entre mim e o que penso
Há bandeiras coloridas que anunciam tua chegada
Quando chegas é sempre primavera em meus olhos fechados
Poesia luzente num toque que me acorda de tua espera
Lá fora, rios, pássaros e sóis festejam esse encontro
E nada há no mundo de triste ou de só
Porque teu gesto toca em todas as minhas sinfonias
E o meu ritmo cavalga junto ao teu, noite adentro
Iluminando as trevas de qualquer dor
Porque nos teus lábios entrego minha alma...
Mas sem querer saber de nós a manhã desce...
Dizendo que as horas não esperam...
Mas não importa, porque somos a mais linda metáfora de amor
Eternizada no livro da vida, onde a história sempre principia
E eu sei que logo te encontrarei na próxima página...